Elza Soares ao fundo, uma canção popular “um grande amor não se acaba assim, feito espumas ao vento...”, a dor no corpo produzida pela gripe, o sono da noite perdida, idéias em greve... Cansaço, tédio, redundância.
Nem há novidades a respeito disso. São sempre os mesmos finais, as despedidas serenas que precedem a dor e aquela impressão de quase-morte. Encontros cada vez mais estranhos, reações imprevisíveis... Tudo isso é tão, tão... familiar. Novos personagens, isso sim. Malhação ta perdendo vilões de grande porte... precisando, apresento alguns.
E ser a vítima do mundo, pela .... centésima (?) vez não está mais em questão. Por mais esquisito que seja, fingir estar adorando a vida nova (?), os velhos novos planos, as inéditas necessidades de sempre! Botar um sorriso na cara e continuar a nadar. É bem por aí.
Ainda espero por férias, pela bendita viagem à Brasília de dezembro, que foi adiada por circunstâncias alheias à minha vontade (me senti o Neto agora), sabe Deus pra quando... mas confesso que nada me faria melhor do que um bom banho de mar, pra que tanta energia atravessada seja aniquilada (?)... por mais que a Suelen me recomende um bom banho de sal grosso, continuo rejeitando a idéia por saber que em balde não tem onda! E por mais Vento no Litoral que isso seja, não há nada mais revigorante do que deixar a onda me acertar... eu sempre amei o mar, e a vontade de viver que ele dava a Renato, e dá pra mim.
Subir no morro do farol, ouvir Los Hermanos no mp3 “posso ouvir o vento passar, assistir a onda bater (...)”, passar no balcão, pegar uma coca e molhar os pés na espuminha branca que as ondas fazem... enquanto o sol me presenteia com o espetáculo mais lindo. Foi assim durante três dias de um setembro inesquecível... 3 dias, que me revigoraram por três anos. As baterias precisam ser recarregadas, e não houve uma Manaus que resolvesse, até porque de Manaus a única coisa que me agrada são os amazonenses que conheci aqui... não, eu preciso ficar mais perto do mar. E morar em RR é o maior castigo pra quem ama o mar...
Não tem coerência esse texto, aliás, nada ultimamente parece ser coerente... não tenho mais certeza nem das minhas próprias certezas. Ok, fizemos o que podíamos, e dessa vez eu me resignei. Sei que você esperava por isso, decerto achou uma decisão sábia. Pode ter sido sim, mas ainda acredito que tudo poderia ser diferente. Não eu que tente te convencer disso, jamais. Aliás, todo mundo te convence de algo, menos eu. Notaste quanto isso foi... real?
Eu ainda sou a garota que fecha os olhos de timidez, que usa o mesmo vestido lilás quando precisa, e pinta as unhas de vermelho pra depois borrá-las... isso até teria um charme, se não fosse TÃO freqüente. Ainda escuto as mesmas músicas, e hoje me sinto feliz só de saber que alguém tem compartilhado a mesma paixão pelo Vander Lee que eu... ééé, que nem não se considera um romântico - espécie em extinção – mas que nunca me decepcionou quando o assunto é bom gosto musical...
Não sou uma das que te cercam, não sou quem te faz rir (já dizia uma musica do Moptop), não estou no teu círculo de pessoas queridas, e de amigos-topamos-qualquer-parada-mas-se-for-pro-buraco-nunca-te-vi-mais-gordo, e to longe de fazer parte dos brothers (os brother, do punho, sabe Lu?) – por falar nisso, admiro-os enormemente, tanto que os queria pra mim - , não sou quem recebe telefonemas embriagados, nem sou a companhia que você deseja. Mas de uma coisa, nada vai me privar... não pode ser nada pra quem veja, mas eu ainda sou a única entre sabores de sorvetes e restaurantes preferidos. Pra mim já é muita coisa. Uma musica do Leoni fala sobre comparações, flores, declarações, noites, restaurantes, amores, ciúmes... Mãos, bocas e perfumes. Nada normal , elas do teu lado.“Não merecem mais que um cinema...”, porque o cinema sempre será nosso, com o Will ou sem Will. Dublado ou legendando.
E outra coisa? Me explica o que tem nesse abraço, capaz de me desarmar e me acalmar por dias? O que tem nessa sensatez mal ensaiada que me faz sentir tão pequena, incapaz, infantil? E essa tolerância pra coisas tão pequenas, mas irritantes, que só EU sou capaz de causar. São as devoluções, o confisco, a destruição de um anel (que me custou alguma unhas queimadas rs)... é..somos heróis, porque desse lado eu suporto a sinceridade e espontaneidade que cortam feito faca, somente às vezes temperada de um gesto de ternura, mas seca, fechada pra interpretações. Masculinidade, teimosia e orgulho, intrínsecos. Dói. Eu só queria mesmo que a gente se olhasse com respeito nos próximos 100 anos, e se lembrasse a cada dia como foi interessante a nossa história. Como diz o Wado e a tua música louca de que teu sapato mostra que você que está de fato tentando se adequar a algum modelo e cabelo, lembra? É aquele lance do “eternamente responsável pelo que cativas”, pessoas que vão, mas deixam pedaços delas e levam pedaços de nós.... uh! Isso existe!!! Posso dizer “é, meu caro, aconteceu comigo...”, e quem me mostrou isso foi você! Então não venha discordar de mim nessa altura do campeonato, meu querido! Assuma o risco, não esperávamos encontrar tanto! E fica a saudade, principalmente do teu cheiro que manhã passada morou nos meus pulmões ( roubei de Vander Lee essa frase, acabei de roubar... e teu sangue vai morar nas veias da Julia, ou do Enzo... eu odeio esse nome, mas se não tiver outro jeito... rsrs)! Fica pra você meu choro incontido, e meu sorriso franco... ah, e não esquece.... ainda temos Belém! Ou se você preferir, São Luiz do Anauá. Rsrsrs.
E esse texto tão grande, tem a finalidade única de desestimular a leitura de todo mundo que venha aqui, embora eu saiba que Bréscia vai saboreá-lo com prazer. A idéia é que ninguém saiba que se trata de uma despedida, definitiva, ou longamente temporária (?). a minha vida não precisa de registros. De nenhum de vocês precisa, mas a gente insiste em registrar. E quando tudo é tão real, e tão óbvio... Enfraquece. E esse blog é meu ponto fraco. Então, quem sabe outro dia... não? Talvez eu tenha novas histórias pra contar, minha veia mexicana ainda tem potencial pra novelas heróicas de amor e ódio, e para crises existenciais eternas. Vai ser melhor assim, tanto pra você, como (principalmente) pra mim.
Fique com a imagem, do mais lindo por do sol do mundo. Praia de Bitupitá, Barroquinha – Ce
(guarde as coisas boas... fotos, por exemplo)